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domingo, 1 de maio de 2011

<b>... Energia...
Na imensidão da noite,
 no despertar de um novo dia,
 na algazarra das aves,
no ruminar dos animais,
nas patas da bicharada,
 na dança das borboletas,
 no trabalho das formigas,
 nas profundezas do mar revolto,
na mansidão dos riachos,
 na queda das cascatas,
 nos arco-íris que colorem o céu,
 nas nuvens que bailam no espaço em suas indecifráveis formas,
no sol que brilha, nas estrelas que cintilam,
na doce lua que chora sua tristeza,
por encontrar seu eterno amor durante o eclipse,
 no ar que necessitamos para viver,
nas florestas que lutam por sua sobrevivência pelo desatino da mão que a destrói,
no azul infinito do universo,
da luz transparente e indecifrável do côncavo no intrigante reflexo no convexo.
 És tu, enigma de nossa existência, energia que transcende,
 invadindo espaços jamais preenchidos.
Te sinto, mas não te toco,
 te ouço, mas não sei de onde vem tua voz,
 sei que és real neste mundo irreal;
 " energia" que  move  o universo,
 conspirando entre vulcões, terremotos,
avalanches, geleiras em queda, raios riscando os céus,
ciclones e florações, mas, que  assim como do nada começou,
para o nada se vai, cochichando aos quatro cantos
 sua indecifrável calmaria na inexplicável existência do pulsar
do sopro de  nossa vida.
_Terezinha Maraschin_

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